Arquiteto Paisagista Marcos Malamut: projetos e Curso Proflora

Autor: Marcos Malamut - Data: 13/12/2012

AuE Paisagismo: Faça uma apresentação pessoal e de sua empresa. Gostaríamos de conhecê-lo melhor.

Marcos Malamut: Sou arquiteto, graduado pela FAUUSP em 1994. Atuo no mercado de paisagismo praticamente desde então. Meu foco é o desenvolvimento projetos, de forma que atuo de uma maneira talvez pouco convencional, não mantendo uma equipe para implantação de jardins - serviço que é realizado com o auxílio de parceiros. Há cerca de sete anos organizo e ministro, através da Proflora, cursos e treinamentos na área de paisagismo destinados aos mais variados públicos: de amadores e curiosos a estudantes e profissionais experientes em busca de reciclagem. Mais recentemente passei também a ministrar aulas de paisagismo nas turmas do curso "Master em Arquitetura" do IPOG.

Como consolidação desse processo didático, lancei no ano passado na Bienal do Livro da Bahia, o livro Paisagismo: projetando espaços livres, no qual exponho de forma bastante didática os principais conceitos que regem o desenvolvimento de um projeto. O livro tem sido muito bem aceito tanto por leigos e simpatizantes do assunto, quanto por professores de universidades que o tem recomendado a seus alunos.

Enfim, vejo o paisagismo com um grande potencial ainda inexplorado, com fortes relações com a arquitetura e com o desenvolvimento sustentável de áreas urbanas. Não tenho dúvidas que é uma atividade cuja importância ultrapassa a visão tradicional baseada em seu papel ornamental, interferindo diretamente na qualidade de vida das pessoas; é isso que faz com que seja tão apaixonante.



AuE Paisagismo: Como foi a sua escolha desta profissão de paisagista? Quais as dificuldades que encontra e quais as maiores alegrias?

Marcos Malamut:Sempre tive interesse pela área mas, curiosamente, durante a faculdade, apesar de ter escolhido cursar algumas cadeiras optativas de paisagismo, não tinha planos de atuação profissional. De forma até um pouco inesperada surgiram algumas oportunidades que me aproximaram profissionalmente do paisagismo e aí... Uma coisa foi levando à outra... E, em um dado momento, já atuava muito mais intensamente com paisagismo que com arquitetura e, diga-se de passagem, cada vez mais entusiasmado com o assunto.

Sobre as dificuldades da profissão, penso que a principal delas é a imaturidade do mercado, embora este venha se profissionalizando com bastante rapidez. Há ainda poucas oportunidades de capacitação profissional, limitando a formação dos interessados em ingressar na atividade. Ao mesmo tempo, temos um mercado consumidor desses serviços ainda muito pouco exigente. Um dos reflexos dessa situação é a falta de especialização em cada uma das várias atividades envolvidas na cadeia produtiva do paisagismo. Quase sempre o profissional acaba assumindo varias etapas simultaneamente: projeta, implanta, faz a manutenção. Muitas vezes ainda produz e comercializa plantas ornamentais! Acredito que a maturidade do mercado se dará quando houver maior compreensão das especificidades de cada uma dessas etapas e das competências necessárias para executá-las plenamente, situação que promoverá a divisão do trabalho entre profissionais e empresas especializados, de forma a haver uma atuação multidisciplinar, com atividades complementares.



Já as alegrias são muitas e freqüentes. A cada projeto, a cada olhar surpreso (e satisfeito!) de um cliente, a cada descoberta de um aluno... Acho que essas alegrias vêm principalmente da satisfação de se saber o quanto podemos contribuir com a melhora da vida daqueles para quem trabalhamos.

AuE Paisagismo: Seus Cursos de Paisagismo que acontecem em várias cidades do Brasil são divulgados sempre no www.paisagismodigital.com e nos parece uma iniciativa de grande mérito, na medida em que prepara pessoas para a missão de contribuir com uma melhor qualidade de vida em nosso pais. Como surgiu este Curso da Proflora?

Marcos Malamut:Os cursos surgiram dessa minha inquietação com a falta de oportunidades de aprendizado e aperfeiçoamento nas atividades relacionadas ao paisagismo. A sua prática muitas vezes se restringe à superfície visível, à sua plasticidade e seu papel ornamental. Seu potencial de transformação, estrutural, é muitas vezes ignorado. Mesmo profissionais da área de arquitetura muitas vezes consideram que o momento de fazer contato com o paisagista é próximo ao final da construção, sem compreender o quanto o paisagismo interfere na concepção e implantação das edificações que estão projetando. Já profissionais oriundos de outras áreas não são apresentados aos conceitos que regem e ordenam um projeto de paisagismo em suas formações de origem. E os consumidores desses serviços sabem muito pouco sobre o que podem solicitar ou exigir do profissional que estão contratando... Achei que tinha a obrigação de tentar contribuir de alguma forma!



Ao longo desses últimos anos os cursos foram amadurecendo em sua concepção, e hoje trabalhamos com um formato intensivo, o que permite que sejam realizados em qualquer cidade do país. Atendemos a pessoas com perfis bastante diferentes, na medida em que procuramos unir um conteúdo consistente e abrangente a uma linguagem simples, acessível. Aos iniciantes, nossos cursos oferecem uma ótima base para começar. Para os mais experientes, oferecem uma surpreendente oportunidade de reavaliar conceitos e ampliar seus horizontes.

AuE Paisagismo: Você percebe diferenças entre os alunos das diversas cidades e regiões? Existe uma escolha específica de espécies de plantas para cada uma delas?

Marcos Malamut:Tenho visto mais semelhanças do que diferenças. Há uma ânsia muito grande por oportunidades de aprendizado e de aperfeiçoamento, uma vez que são raros os cursos de paisagismo no Brasil. Todos querem saber mais, suprir carências de seus cursos de graduação. As dúvidas e dificuldades são praticamente as mesmas em toda a parte.


Planta Nativa utilizada no projeto: Suriana marítima


Com relação à escolha das plantas, não acredito em modelos genéricos, padrões que se aplicam a qualquer lugar indistintamente. Penso que no momento histórico em que vivemos, com a compreensão que temos atualmente sobre nossa relação com o mundo que nos cerca e que transformamos continuamente, fica cada vez mais claro que tão mais acertada será a especificação da vegetação, quanto mais próximas forem as características do ambiente de origem da planta com as de onde esta será colocada.

Se unirmos esse entendimento à percepção de que a paisagem é definidora da identidade de um lugar, que o respeito à paisagem passa pela valorização das singularidades regionais, veremos que a utilização de plantas nativas de potencial ornamental é uma das forças motoras da transformação das formas de pensar do paisagismo contemporâneo.



Planta Nativa utilizada no projeto: Sofora Sophora tormentosa



AuE Paisagismo: Qual a sua opinião sobre a Regulamentação da Profissão de Paisagista?

Marcos Malamut:Penso que quanto antes o dilema for resolvido, melhor para todos. Mas tenho também a sensação de que a discussão às vezes se afasta do que considero o fundamental: os conteúdos para a formação profissional... Acho fundamental discutir as competências que os profissionais que pretendem atuar na área devem ter, e de que forma que se pode obtê-las. Afinal, qual o conteúdo mínimo necessário para capacitar um profissional a exercer cada uma das atividades relacionadas ao paisagismo?

É fato que hoje, formalmente inclusive, a elaboração de projetos de paisagismo está inserida na área de atuação de profissionais arquitetos. O que faz todo o sentido a partir do momento em que se entende que o objeto de trabalho do paisagismo é o espaço: o planejamento dos espaços externos e sua inserção na paisagem. Planejamento de espaços para pessoas é igualmente a atividade base da arquitetura, e os edifícios são a materialização, o resultado desse planejamento - não são um fim neles mesmos. Ou seja, paisagismo e arquitetura compartilham o mesmo objeto de trabalho, embora construam seus espaços com técnicas e materiais diferentes.

O ponto crítico desse raciocínio é que, apesar de detentores formais da atividade de paisagismo, os arquitetos não recebem durante sua formação uma base de conhecimentos suficiente para atuar como paisagistas - uma contradição.



Claro que o paisagismo é uma atividade que exige também conhecimentos de outras áreas, é essencialmente uma atividade multidisciplinar. E ocorre que, também, os profissionais dessas outras áreas não recebem durante sua formação acadêmica informações suficientes para atuar como paisagistas, nem mesmo dentro da especificidade de suas profissões. Desta forma, profissionais como engenheiros agrônomos, por exemplo, também não saem da faculdade necessariamente aptos a trabalhar com paisagismo.

Então, o que fazer? Acho fundamental definir a base, o conhecimento mínimo que um profissional precisa ter para poder oferecer à sociedade seus serviços como paisagista. Ao comparar essa informação com a grade de cada curso, fica mais fácil definir o que este ou aquele profissional precisaria aprender para completar sua formação.

Vejo, portanto, como fundamental um entendimento sobre as habilitações originais de cada profissão, de forma a se esclarecer como cada um pode contribuir com sua parte - com o conhecimento já adquirido e menor necessidade de complementação - numa atividade que é essencialmente multidisciplinar. Quando falamos de arquitetura ligada à construção civil, por exemplo, essa compreensão já existe de uma forma mais clara. Simplificando um pouco, com o que trabalha um arquiteto? Com espaços, vazios - salas, quartos - e com as sensações que esses espaços podem transmitir a seus usuários. Com o que trabalha um engenheiro? Com materiais construtivos - ferro, concreto, blocos - entendendo suas características e definindo técnicas e procedimentos construtivos. As atividades se complementam na construção de um edifício, mas trabalham essencialmente com coisas diferentes, com aspectos complementares de uma mesma atividade, que é a construção de um edifício (o que não quer dizer que um não possa aprender e aplicar os conceitos da profissão do outro - considero aqui a formação típica de cada profissional).


Planta Nativa utilizada no projeto: folha de urubu Anthurium affine


No paisagismo não é tão diferente. É a soma das capacidades profissionais dos oriundos da agronomia e da arquitetura, principalmente, que permite a execução das atividades. Aos arquitetos caberia, a priori, a concepção dos espaços, dos vazios que serão ocupados pelas pessoas, guiando seus percursos e provocando sensações. Aos agrônomos, numa analogia ao papel dos engenheiros civis, caberia o papel de lidar com os materiais construtivos (no nosso caso, as plantas) e sobre os métodos e processos de construção (plantio, condução, ...). Estamos, afinal, construindo espaços com as plantas, para as pessoas.

Não quero dizer que um não possa aprender sobre a atividade do outro, nem que não tenha que saber minimamente sobre ela para atuar na profissão, mesmo quando em complementaridade multidisciplinar. Penso que o reconhecimento das competências originais de cada profissão facilita entender o quanto falta, principalmente, o que cada um precisa aprender para trabalhar em equipe e o quanto mais se precisaria ainda estudar em cada caso, para assumir a responsabilidade completa do trabalho sozinho. Seria a base para definir os currículos mínimos para complementar a formação de cada profissional, de forma a habilitá-lo a trabalhar como paisagista.

Para concluir considero ainda que, na medida em que compartilhamos o objeto de trabalho (espaço e paisagem) e a atenção às sensibilidades humanas com a arquitetura, seja qual for a forma que se defina legalmente que ocorrerá a capacitação profissional - como formação independente, como complementação de formação, como especialização - os cursos de paisagismo devem ser geridos pelas escolas de arquitetura e estas devem cada vez mais se preparar para assumir esse papel.


AuE Paisagismo: Além de professor, você também exerce a profissão e faz projetos?

Marcos Malamut:Diria o contrário: que além de fazer projetos, também sou professor. A minha atuação como professor é um desdobramento de minha atividade de projeto, de minhas experiências e de minhas inquietações. É uma forma de compartilhar um pouco do que tive oportunidade de aprender, e do que continuo aprendendo todos os dias na minha atividade profissional.



AuE Paisagismo: Qual a sua experiência no uso do AutoLANDSCAPE em projetos? Você usa softwares em suas aulas?

Marcos Malamut:Acho o AutoLanscape uma ferramenta incrível, que permite um grande ganho de produtividade no escritório. Recomendo sempre aos alunos e a todos que me perguntam a respeito.

Nas atividades em sala de aula costumo trabalhar à moda antiga, com lápis e papel. Escolhi essa forma de trabalhar por que o papel facilita a minha interação com os alunos e por que o foco das atividades é o desenvolvimento do projeto, de seus conceitos. Quando me perguntam a esse respeito, costumo responder que meu objetivo é ajudar os alunos a fazer bons projetos, que é diferente de fazer bons desenhos. Acho que o primeiro passo é desenvolver a percepção e a habilidade do planejamento dos espaços. O domínio da qualidade da representação e o crescimento produtividade são passos naturais e importantes, mas que devem ocorrer em seguida.

AuE Paisagismo: Costuma freqüentar Congressos e Eventos de Paisagismo?

Marcos Malamut:Tenho que confessar que freqüento os eventos de paisagismo com menos assiduidade do que gostaria, principalmente em função das atribulações de minha agenda profissional. Mas sempre que há uma oportunidade, procuro compatibilizá-la com meus outros compromissos! Acho muito importante participar, trocar informações com os colegas e acompanhar as novidades do mercado.



AuE Paisagismo: Como fazer para integrar o gosto do cliente, com a obra arquitetônica e a seleção adequada de espécies botânicas em um projeto paisagístico?

Marcos Malamut:Vejo cada projeto como um novo quebra-cabeças, desafiador e estimulante. E a graça da brincadeira está também em descobrir as suas peças, nem sempre evidentes. Para quem estamos projetando? Quem é, como se vê, como quer ser visto? De que forma pode querer usar os espaços que projetaremos? Quais as características do lugar onde o projeto será implantado? Que lugar é esse, qual sua identidade, em que paisagem se insere? Do que nosso projeto deve falar, qual seu discurso, que historias deve contar, que sensações deve provocar? Reunir toda essa informação de forma coerente e bela é o grande desafio de cada projeto e, claro, depende da sensibilidade e experiência do profissional. Que, para encontrar a melhor solução, precisa estar disposto a experimentar, a tentar, a investigar o que dá certo e o que dá errado, a gastar tempo na solução desse quebra-cabeças. E para isso, para experimentar de forma livre e lúdica a melhor ferramenta é o papel, ou mesmo o computador! Quantas idéias não podemos testar dessa forma antes de decidir qual a melhor?

Projetar não é registrar um idéia pronta, pré-concebida. É usar o desenho, o registro gráfico, como ferramenta de desenvolvimento e evolução de nossas idéias, investigando possibilidades e relações, experimentando várias vezes, num incrível quebra-cabeças em que nós mesmos inventamos as formas e cujas soluções são infinitas.


AuE Paisagismo: Como você faz a seleção das espécies botânicas? Você leva em consideração a frequência de manutenção no processo de escolha?

Marcos Malamut:Uma vez que o conceito geral do projeto esteja traçado, inicio a escolha das espécies que irão compô-lo. As plantas são os principais elementos construtivos do paisagismo uma escolha bem feita depende do atendimento de vários critérios. São esses critérios que vão balizando a decisão, filtrando as possibilidades. Antes de mais nada, é preciso saber qual o papel que esperamos que a planta desempenhe na construção dos espaços que estamos projetando. Proporção e volume em primeiro lugar e em seguida aspectos ligados à sua plasticidade como, densidade, textura e cor. Uma vez conhecidas as características da planta, fica mais fácil escolher a que mais se adequa às nossas necessidades e intenções, dentro do universo das plantas apropriadas para o local, isto é, entre as espécies cujo ambiente de origem se assemelhe àquele no qual ela será implantada.

Respeitar as origens e as características das plantas é fundamental e, para que isso seja possível, é determinante nosso entendimento de como seus organismos se relacionam com o ambiente.
Esse é um dos aspectos que tem grande impacto na redução das rotinas de manutenção e de seus custos, uma vez que quanto maior a disparidade entre as necessidades das plantas selecionadas e as características naturais do ambiente onde serão implantadas, maior o trabalho para mantê-las, maior o custo da manutenção por toda a vida do jardim e, possivelmente, pior o resultado. Por fim, é preciso ainda levar em consideração a disponibilidade e portes comerciais da planta (ou a possibilidade de produzí-las especialmente) e seu valor de mercado, fator que pode inviabilizar a escolha inicial.

AuE Paisagismo: Frente às diversas catástrofes naturais que estamos vivenciando, tais como enchentes, vulcões, terremotos, entre outras, as profissões que lidam diretamente com o meio ambiente ganham especial destaque. Qual é o papel do paisagismo neste cenário?

Marcos Malamut:Paisagismo é fundamental para qualidade de vida, especialmente nas áreas urbanas. E não apenas como embelezador das cidades! O controle da temperatura do ar, da umidade, a redução da poeira, da poluição do ar e dos ruídos está diretamente relacionado à presença de vegetação urbana. O mesmo ocorre com a permeabilidade do solo, cuja diminuição crescente é um dos principais fatores que levam a inundações e alagamentos, tão freqüentes nas temporadas das chuvas. E, nessas questões, para o benefício ser efetivo, não dependemos apenas de grandes planos municipais. Cada cidade se constitui de milhares de pequenos lotes, que em conjunto definem suas características. "Ou seja, cada um de nós, em seu pequeno jardim ou quintal, a partir das decisões que tomar, interfere de forma positiva ou negativa na qualidade de vida da cidade em que vive". O que quero dizer é que, mesmo quando projetamos o paisagismo de um lote residencial, por exemplo, nosso trabalho, nossa responsabilidade, não acaba nos seus muros, nos seus limites legais. Nossa atuação, quando vista em conjunto, tem impactos importantes na cidade como um todo e no conforto que esta oferecerá a seus habitantes. E, em escalas maiores, passa também pelo paisagismo a qualificação dos espaços públicos, fundamentais para a vida urbana e para a cidadania.



Além disso, nossa atuação interfere também na paisagem, que é parte significativa da identidade de um lugar e que não nos pertence individualmente. É um patrimônio coletivo, que transformamos a cada intervenção. É preciso ter consciência disso para agir com responsabilidade. E vale lembrar também que o fato de muitas vezes haver poucas evidências da paisagem natural original nas áreas urbanas não quer dizer que ela não exista, não tenha importância e que não possamos conviver com ela de maneira mais harmônica. Não estou sugerindo, evidentemente, que recriemos no ambiente urbano as áreas naturais tal qual existiam antes de nossas intervenções, o que nem é possível. Considero apenas que nossa atividade pode restabelecer relações com o ambiente circundante, de forma mais positiva e mais equilibrada, quando trabalhada com consciência. Vejo essas questões como essenciais para um paisagismo mais contemporâneo, que ofereça repostas para melhorar o mundo em que vivemos e atenda de fato à crescente preocupação por maior sustentabilidade em nossas ações.

AuE Paisagismo: Qual o projeto que você fez que lhe deu mais prazer? Mostre um pouco para nossa apreciação

Marcos Malamut:É sempre difícil escolher... Tenho um carinho especial por um projeto em Sauípe, na Bahia, que inclusive já foi publicado aqui no Paisagismo Digital. Mais recentemente fiz um projeto, também para uma casa de praia, que tinha o objetivo de ganhar amplitude visual dentro do lote, no qual utilizamos plantas nativas da restinga, obtidas em viveiros de mudas para recomposição de áreas degradadas. São plantas que usualmente não são utilizadas como ornamentais, muito pelo contrario: quase sempre são arrancadas e substituídas por espécies mais tradicionais, menos apropriadas ao ambiente em questão. Ainda pouco conhecidas, plantas como a sofora, a suriana, o genipapinho, a folha de urubu, o cipó de fonte e as licuriobas foram responsáveis pela reconstrução do espaço. Obtivemos como resultado um jardim adaptado ao local, com manutenção mais simples, que respeita a paisagem e o ecossistema onde se insere. E sem abrir mão da beleza, ao tirar partido da plasticidade natural dessas plantas. É um projeto muito interessante!

Proflora Arquitetura & Paisagismo



Veja também:
Marcos Malamut fala sobre os benefícios dos projetos para o ser humano e o espaço urbano


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1 - Autor: severino medeiros de carvaho - Data: 30/05/2013 19:46:49

De parabens a Equipe da Revista, e ao Marcos com a brilhante ideia de usar plantas nativas, fica muito bonito e a Natureza agradece, sem querer é um ato de preservar, parabens mesmo, estou muito feliz em ler a entrevista. abração do severo



2 - Autor: wilson freitas - Data: 11/04/2013 15:52:08

Muito bacana esta entrevista.Realmente relata a grande importância da natureza próxima ao homem. Pois as cidades estão cada vez mais marmorizadas e com muita carência do verde mais próximo de nós. Parabéns pela entrevista.Excelente!!!



3 - Autor: Tânia Facchinetti - Data: 03/03/2013 14:22:40

Marcos, Como sempre, aprendendo com você. Parabéns, adorei a matéria. Abraço, Tânia Facchinetti



4 - Autor: MARIA VASCONCELOS - Data: 29/01/2013 09:09:02

PARABÉNS MARC0S, AMEI ESTA MATÉRIA, ÓTIMO DISCERNIMENTO E SABEDORIA... CONTINUE EM FRENTE, VC VAI LONGEEEEEE. ABRAÇOS,



5 - Autor: Zene Ferreira - Data: 28/01/2013 19:34:55

Parabéns, Marcos! Vc é uma das nossas grandes referências. Parabéns também para a revista, pela escolha da matéria.



6 - Autor: Marcos Malamut - Data: 17/01/2013 13:29:12

Ida, estou de pleno acordo com você. Também admiro muito a Rosa Kliass, tanto pela competência profissional quanto pelo seu papel na consolidação de nossa atividade. Concordo também que os encontros entre profissionais e principalmente entre professores da área são fundamentais. Estive este ano no ENEPEA, mas não pude ficar todos os dias. Vejo o ensino como a principal forma de desenvolver a profissão, até por que me deparo continuamente com profissionais egressos de universidades de todo o país e vejo quanta dificuldade eles têm com o assunto... Ainda há muito por fazer e a ABAP tem um papel muito importante neste processo! Agradeço seu incentivo! Abraços!



7 - Autor: Marcos - Data: 17/01/2013 13:06:04

Obrigado a todos pelo incentivo! Abraços



8 - Autor: IRINEU - Data: 15/01/2013 12:35:31

MARCOS, SINCEROS PARABÉNS!



9 - Autor: Ida Terron - Data: 03/01/2013 18:52:30

Muito bonito esse seu projeto arquiteto Marcos. Os volumes ficaram lindos e as texturas muito lindas também. Realmente a folha de urubu é muito bonita e cumpriu sua presença no seu projeto. Quanto a suas colocações gostaria, se me permite fazer uma observação, como você mesmo citou ao "incompleto" ou melhor, "não tão completo quanto deveria ser no curso de graduação de arquitetura e urbanismo" a questão do paisagismo, concordo e penso que isso é um reflexo dos docentes dessa área. A arquiteta Rosa Kliass, que foi minha professora, e que muito fez por tudo isso e mais alguma coisa, fez um pedido a todos os docentes como você, eu etc, que nos reuníssemos anualmente. Esse pedido foi feito num evento da ABAP - se você entrar no site da ABAP e buscar o vídeo, penso que irá gostar de vê-la falando e talvez se anime em participar desses encontros anuais. Penso que seja um bom passo para focarmos nossas experiências de escritório com o prazer pela docência, nas tão necessitadas universidades e outros. E, tanto você , como também os que estão atuando recentemente, podem ter certeza, foi e é muito mais fácil do que quando eu comecei. Há muito, mas muito mesmo para se fazer. A atuação de um arquiteto paisagista é muito ampla e cada vez mais se torna fundamental, uma vez que vem co-integrada ao urbanismo e aos planos de diretrizes para o desenvolvimento e futuro das cidades. Meu pensamento, e é uma visão bem pessoal, é que o problema não esteve e não está nas cidades, mas no campo. Se fosse pensado no campo, na zona rural no passado - digo de Presidente Getúlio até hoje, talvez o caos fosse bem menor. Erraram tanto com a população do campo, como na implantação das áreas urbanas, e não foi por falta de exemplos externos, não. Parabéns Marcos e continue tendo sucesso e esse pique, mas não precisa de tanta inquietação, não . Fico muito feliz quando "conheço" um profissional como você. Não se acomode, ok? Temos que ler sempre, temos que fazer cursos constantemente, rabiscar muito papel, temos que conversar sempre, com todos, se quisermos manter nossa criatividade viva. Feliz 2013.



10 - Autor: andre jonn - Data: 02/01/2013 10:16:15

muito lindo ,vc estão de parabéns . show de bola mesmo



11 - Autor: adaido - Data: 29/12/2012 20:37:32

muito bom o paisagista teve muita criatividade usando as plantas que já estavam no lugar



12 - Autor: Aline - Data: 28/12/2012 01:29:04

Vocês estão de PARABÉNS!!!!!!! A entrevista na verdade foi uma pequena aula...! vocês conseguiram abordar o tema discutindo aspectos bastante relevantes do e para o paisagismo. E, a maneira como foi exposta e desenvolvida (parabéns ao entrevistado) não deixa dúvida sobre a importância do paisagismo, suas interações e principalmente o respeito ao meio ambiente. Espero que nos contemplem com mais informações destas, se possível, discutindo projetos executados com responsabilidade. Obrigada pelo presente!!!!


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